Debate de temas sobre a Policia Judiciária, investigação criminal, prática judiciária e temas de direito. Se quiser enviar artigos: invescriminal@gmail.com

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Amigos de parte incerta.....

http://www.oa.pt/Conteudos/Artigos/detalhe_artigo.aspx?idc=5&idsc=115187&ida=126680

Parecer da Ordem dos Advogados sobre a alteração da Lei de Organização da Investigação Criminal
 
Parecer da Ordem dos Advogados
(2ª alteração da Lei de Organização da Investigação Criminal
– Lei n.º 49/2008, de 27 de Agosto).


                                                                        I
                                    Os motivos do projecto de proposta de lei

            O projecto de proposta de lei em apreço tem em vista introduzir alterações em alguns dos artigos da Lei de Organização da Investigação Criminal, aprovada pela Lei n.º 49/2008, de 27 de Agosto, de forma a que  a investigação criminal em processos em que tenha sido ordenada a intercepção e a gravação de comunicações telefónicas, por correio electrónico ou por meios telemáticos ou ainda à vista, nos termos previstos nos artigos 187.º e 189.º do Código de Processo Penal, caiba ou passe a pertencer, em exclusivo à Polícia Judiciária, a partir do momento em que seja dada autorização para utilização desses meios de obtenção de prova.

Trata-se de dar cumprimento ao já previsto no art. 27.º da Lei de Segurança Interna, aprovada pela Lei n.º 53/2008, de 29 de Agosto, que determina que  " A execução do controlo das comunicações mediante autorização judicial é da exclusiva competência da Polícia Judiciária. ".

Para tanto, nos termos da alteração preconizada para o n.º 6 do art. 7º da Lei de Organização da Investigação Criminal ( Lei n.º 49/2008, de 27 de Agosto ),  " 6 – A competência legal ou deferida a órgão de polícia criminal, de competência genérica ou específica, que não seja a Polícia Judiciária, cessa a partir do momento em que se verifique a situação a que alude a alínea q) do n.º 2, não podendo ser praticados quaisquer outros atos de investigação por aqueles órgãos de polícia criminal. "  ou seja, na investigação de crimes em que seja autorizada ou ordenada a utilização dos meios de obtenção de prova previstos nos artigos 187.º e 189.º do Código de Processo Penal.

Como se refere no n.º 3 da exposição de motivos,
" Impõe-se, portanto, uma alteração que torne efetiva a exigência legal de controlo da execução das comunicações telefónicas pela entidade a quem está legalmente cometida, a Polícia Judiciária. "
 e, mais adiante,  conclui-se que
" A opção feita apresenta a virtualidade de concentrar numa única entidade a responsabilidade pelo cumprimento da legalidade da execução de um meio de prova que, pelos direitos que potencialmente é susceptível de atingir, não se compadece com a sua dispersão por diversos órgãos de polícia criminal.".


II
Apreciação do projecto de proposta de lei

                A Ordem dos Advogados  também considera que a utlização dos meios de prova consistentes na intercepção e na gravação de comunicações, nos casos em que o juiz o determine ou autorize, fica melhor acautelada, para efeitos de  fiscalização e de controlo,  se a sua realização  apenas puder ser cometida a um único órgão de polícia criminal que, de resto, o art. 27.º da Lei de Segurança Intena já estabelece ser a Polícia Judiciária, mas que, na  prática, não era cumprido, como se reconhece na exposição de motivos.

No entanto, afigura-se também à Ordem dos Advogados que, dentro da teleogia confessa do projecto de proposta de lei, se pode e deve ir mais longe.
  
Na verdade, o deferimento exclusivo à Polícia Judiciária da  investigação criminal em quaisquer processos em se recorra a escutas telefónicas ou à intercepção e gravação de outros meios de comunicação deverá também permitir verificar, de forma efectiva,  se o exercício dessa competência e  responsabilidade se processam, no rigoroso cumprimento das normas legais aplicáveis.

É certo que o art. 16.º da Lei de Organização da Investigação Criminal já prevê que o Procurador-Geral da República tem competência para fiscalizar superiormente a actividade processual de todos os órgãos de polícia criminal no decurso do inquérito e pode ordenar inspecções aos respectivos serviços , para fiscalização do cumprimento da lei, no âmbito da investigação criminal desenvolvida no decurso do inquérito, como pode aindaordenar a realização de inquéritos e sindicâncias aos órgãos de polícia criminal de competência genérica ( Polícia Judiciária, GNR e PSP ) em relação a factos praticados  no âmbito da investigação criminal desenvolvida no decurso do inquérito – cfr.  n.ºs 1, 2 e 4 do referido art. 16.º .

Todavia, se bem se interpreta, as referidas competências de fiscalização incidem, no essencial,  sobre concretos processos de inquérito.

Agfigura-se, porém, que  a utilização de meios de intercepção e de gravação de comunicações, independemente do concreto processo em que tenham tido lugar,  deverá ser objecto de uma fiscalização periódica, genérica e  abstracta.

E tal fiscalização não teria por objecto ou permissão  de acesso ao contéudo das comunicações registadas e ao conteúdo do ou dos despachos que as autorizaram,  mas destinar-se-ia, em exclusivo, à verificação e controlo do exacto e rigoroso cumprimento das normas legais aplicáveis, designadamente através de  fiscalização de registos das datas em que as intercepções e gravações tiveram ínicio, dos dias e horas em que foram realizadas, por quem, a autoridade judicária que as autorizou ou validou, e um controlo dos suportes utilizados para esses registos com a respectiva marcação e numeração sequencial e sem possibilidade de ser copiados e de forma a que sistema utilizado para registo e gravação também  permitisse registar sempre o número de cópias feito a partir do registo inicial ou original de cada comunicação.

Esta fiscalização periódica, genérica e abstracta seria ainda da competência do Procurador-Geral da República  e deveria ser objecto de relatório anual.

De facto, a intercepção, monitorização e registo de comunicações é um problema que está na ordem do dia, atento os meios cada vez mais evoluídos e sofisticados que são utilizados para o efeito e, por isso, afigura-se que o Estado de Direito democrático não se poderá alhear e negligenciar este tipo de fiscalização.

E esta fiscalização genérica e abstracta encontra-se facilitada, porquanto a utilização desses meios se encontra concentrada na Polícia Judciária e, por outro,  o projecto de proposta de lei ora em apreço também também pode servir para consagrar e tornar efectiva e obrigatória essa fiscalização periódica, genérica e abstracta sobre a utlização dos meios de intercepção e de registo de comunicações, no âmbito da investigação criminal.  
                                                                       
III
                                                               Em conclusão

A Ordem dos Advogados considera que a utlização dos meios de prova consistentes na intercepção e na gravação de comunicações, nos casos em que o juiz o determine ou autorize, fica melhor acautelada, para efeitos de  fiscalização e de controlo,  se a sua realização  apenas puder ser cometida a um único órgão de polícia criminal, no caso à Polícia Judiciária.

Mas, salvo o devido respeito e melhor opinião, também se afigura que o projecto de proposta de lei, também deveria servir para introduzir na Lei de Investigação da Organização Criminal a fiscalização obrigatória, com carácter periódico, genérico e abstracto, sobre o cumprimentos das normas legais relativas à utilização dos meios de intercepção e de registo de comunicações, no âmbito da investigação criminal, dado que a intercepção, monitorização e registo de comunicações é um problema que está na ordem do dia, atento os meios cada vez mais evoluídos e sofisticados que são utilizados para o efeito e, por isso, afigura-se que o Estado de Direito democrático não se poderá alhear e negligenciar este tipo de fiscalização.

Lisboa, 3 julho 2013

A Ordem dos Advogados

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Bom Natal!!!!!!!

Email recebido de origem desconhecida.....



Espero que a vossa chaminé tenha tamanho suficiente para o Pai Natal trazer o vosso presente:






OHOHOHOHOHOHOHOHO




terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Nó Górdio

Mais uma por mail....

Dia 16 é um dia D.

Ou a ASFIC "desembarca" as tropas na Normandia, ou guerra está perdida. Ou conquista a ministra num volte face que apenas os génios conseguem, ou ...........

A situação está complicada porque a percepção generalizada é que NADA há para a PJ.

E sair desta luta sem nada, é uma grande ferida para a ASFIC, mas -acima de tudo - uma grande desmotivação para TODOS (bem, menos aqueles que não foram solidários com a greve...).

A situação é arriscada mas há que "jogar todas as fichas", a sorte protege os audazes.

Alea jacta est.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Vale a pena lutar?

Artigo recebido por mail:


Aderi à greve que a ASFIC decretou.

Apesar disso,sou contra as greves.

Mas, neste momento não havia alternativa.

LUTO pela PJ,a minha casa.Para que daqui a uns anos não esteja de luto por ela.

A "morte anunciada" tem rostos e nomes: Almeida Rodrigues e Pedro do Carmo. 

Embrulhados em noticias de jornais matinais, enebriados pelo poder, aventando mais "estrelado" e focados na "grande obra", esqueceram o mais importante, e aquilo que diferencia a PJ: as pessoas.O Inspector que trabalha no"seu" processo, que nem se lembra que ganha 2 euros por hora de trabalho fora do horário, que se entusiasma com cada meada que desenrola dos novelos da investigação, que esquece a família, os amigos e até a comida......

Que ninguém duvide: a luta é um BASTA! 

De protagonismos bacocos, de prepotências e de subjectivismos.

Mas, mais do que isso: de uma confrangedora ausência de estratégia para a PJ, de uma "visão" que mobilize os funcionários....

Estratégia? Direcção?Para onde vamos?Quais as áreas em que vamos apostar?Ninguém sabe........

Será que a Ministra ainda não viu isto?

A LUTA não é por euros é por dignidade.....

Quem não percebe isto, nem merece ser da PJ!


terça-feira, 26 de novembro de 2013

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Novo Modelo: apareça se quiser

Exmo.(a) Sr.(a):
____________________________
____________________________
____________________________
                              _____________


De acordo com informações obtidas, Vª Ex.ª é o presumível responsável pelo crime de (assinalar com X):
  • Roubo com arma de fogo em dependência bancária         __
  • Roubo a viatura de transporte de valores                            __
  • Roubo em ourivesaria                                                          __
  • Roubo em estabelecimento                                                 __
  • Roubo de viatura de transporte de tabaco                           __
  • Outro (indicar qual) ______________________                  __

O referido crime ocorreu em (lugar) _______________________________________, no dia __ de _______ de ____, tendo dado origem ao inquérito (indicar NUIPC) __________.


  Devido aos atuais cortes orçamentais, à acumulação de processos, à sobrecarga de diligências, bem como à insuficiência de pessoal e carência de meios, lamentamos não estar em condições de nos deslocar para proceder à captura de Vª Ex.ª. Assim sendo, muito gratos ficaríamos caso se prontificasse a comparecer em próxima oportunidade (desejavelmente, mediante prévia marcação pelo telefone nº ________) nas instalações da Diretoria de _____________, onde deverá ser atendido pelo Inspetor ____________, Secção ______, Brigada ______.
 (Na circunstância não deverá esquecer-se de trazer consigo o presente ofício, por forma a prevenir que, por lapso, seja confundido com quaisquer outras pessoas que desejem entregar-se).


   Sabemos igualmente que se encontram na sua posse os seguintes artigos provenientes do Roubo / Burla / Tráfico de droga / outro (riscar o que não interessa):
  • Notas do BCE (no montante de ______________)             __
  • Artigos em ouro, jóias, ou outros metais preciosos              __
  • Outros (indicar quais) ____________________                  __
   Ficar-lhe-íamos muito gratos caso se prontificasse a trazer consigo os referidos bens e quaisquer outros que legalmente lhe não pertençam e que possam a ser por Vª Exª encontrados no decurso de uma busca mais atenta que se dignasse executar à sua residência, respetivas dependências e anexos, bem assim como as armas de que disponha e que tenha utilizado.


   Se o crime foi praticado com a participação de qualquer cúmplice, queira informar-nos da respetiva identidade:
Nome ______________________________________________________
Morada: ____________________________________________________
Cartão do Cidadão nº __________________; Contacto _______________


  Para a eventualidade da sua estadia poder vir a prolongar-se, sugerimos também que traga consigo:
  • Uma muda de roupa
  • Máquina de barbear e escova de dentes
  • Pijama ou camisola de noite
  • Alguns maços de tabaco, caso seja fumador

Gratos pela atenção dispensada, de Vª Exª atenciosamente.

                                               _____________________, __ de _______ de ____

      O Inspector

_________________

Afinal eram queijos....

GNR recupera 430 queijos furtados em Nisa

Publicado ontem


O Comando Territorial da GNR de Castelo Branco anunciou esta quarta-feira que recuperou, na Covilhã, 430 queijos, avaliados em 600 euros e que tinham sido furtados em Nisa.
Em comunicado, a GNR diz que o furto ocorreu na terça-feira, na localidade de Tolosa, e que "no decurso de algumas diligências foi possível intercetar" o suspeito do furto, um homem de 30 anos.
O indivíduo foi detido na localidade da Boidobra, concelho da Covilhã, quando conduzia uma viatura ligeira de passageiros, na qual transportava os 430 queijos.
Foi constituído arguido, mas fica a aguardar ju

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Lisboa, Portugal
Investigador Criminal