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sábado, 16 de junho de 2012

PSP passa por PJ e destrói provas

Noticia enviada via mail: PSP passa por PJ e destrói provas Demoraram duas horas a accionar a Judiciária por um assalto à mão armada, que é da sua exclusiva competência. E, até lá, "dois elementos à civil [da PSP de Caxias], segundo os ofendidos [do quiosque da Vimeca], identificaram-se como sendo da PJ." Lê-se também na participação que seguiu para altos responsáveis do Ministério Público: "Remexeram o cofre onde os assaltantes tinham mexido, sem luvas, contaminando o local e inviabilizando a recolha de vestígios [impressões digitais]." 15 Junho 2012 Por:Henrique Machado Eram 20h05 de 31 de Maio, conforme o CM avançou no dia seguinte, quando dois assaltantes encapuzados e armados com pistolas sequestraram a funcionária do quiosque de venda de passes da Vimeca em Paço de Arcos, Oeiras. Forçaram-na a entregar dinheiro da caixa – e roubaram o montante que estava dentro do cofre. Diz agora a informação da PJ, que já chegou ao comandante da PSP de Lisboa, que, segundo os ofendidos, os agentes que se fizeram passar por PJ disseram que não havia necessidade de o cofre ser preservado "por apresentar uma superfície rugosa, onde não seria possível a recolha de impressões lofoscópicas. Os próprios ofendidos demonstraram perplexidade com a forma como tais elementos abordaram o local, colocando as mãos, não só no cofre, mas também nas paredes e demais locais do estabelecimento, sem se preocuparem em preservar o mesmo". O crime só às 22h20 foi participado à Secção de Roubos da PJ de Lisboa. Nessas duas horas, entre outras "diligências de investigação", foi exibido pela PSP aos ofendidos "um casaco, supostamente abandonado por um dos assaltantes durante a fuga, sem o cuidado de o preservar, colocando em causa não só a custódia da prova mas também futuras diligências de reconhecimento de objectos", diz a PJ.

3 comentários:

Investigador criminal disse...

A resposta do sindicato da PSP:
Os polícias da PSP foram ontem surpreendidos com a notícia, em resultado das informações da Polícia Judiciária, de que num caso concreto teriam comprometido o resultado da investigação por falta de empenho na gestão do local do crime.

Esta notícia, parecendo estranha, é reveladora da competência e do trabalho de excepção realizado por estes profissionais, ao ponto de ser monitorizado por outras polícias. É curioso que dos 19 989 locais de crime que foram geridos pela PSP de forma irrepreensível nada se diga, mas se releve um único caso, supostamente negativo, e que pelos vistos também não corresponde à verdade.
Até porque, após contactada a Polícia Judiciária, esta informa que, dado as vítimas terem sido sequestradas no local do crime, contaminando-o, era desnecessária a deslocação de uma equipa da Polícia Judiciária.
Os polícias não precisam de publicitar a qualidade do seu trabalho, ele tem sido amplamente reconhecido pelos organismos ligados à justiça, e, fruto dessa confiança, a PSP tem sido um actor cada vez mais central no combate ao crime organizado.
Essa é a verdadeira prova do trabalho de excelência dos polícias.

Anónimo disse...

Tretas. Há de facto bons profissionais na PSP, muito bons mesmos. Todavia os visados não fazem parte desse grupo. Quem fala em contaminação do local, desconhece em absoluto o tema. Acomodem-se e não defendam que não merece defesa, sobretudo argumentando com parvidades!

Investigador criminal disse...

Caro colega da PSP,

obrigado pelo seu comentário.
Na PSP, como na Pj há bons e maus profissionais (ou melhor, há bons,há maus e aqueles que nem se sabe se são bons ou maus pois nunca se lhes conheceu obra).
Dito isto, dizer apenas que tem alguma razão no que diz por muitas vezes a PJ nem sequer vai ao local (contaminado ou não!!!) por isso não se pode queixar se a PSP ou a GNR faz- o melhor que sabe, certamente- o trabalho que a lei atribui á Pj.
Bem haja.

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