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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Alguém que não está em negação

A hipocrisia
O sistema de organização policial, com os seus elevados níveis de sobreposição e irracionalidade, potencia um ambiente de permanente crispação e indisciplina funcional em que é regra torpedear o trabalho alheio e é excepção cooperar.

Por:José Braz, Ex-dirigente da Polícia Judiciária e Professor Universitário convidado


São diários os conflitos, as usurpações de competência, os desentendimentos, as jogadas. Um indisfarçável ambiente de mal-estar e desconfiança que sangra a capacidade global de resposta na Segurança e Justiça. Acontece porém, uma coisa espantosa! Sempre que altos dirigentes são confrontados com este estado de coisas, assistimos em uníssono a uma farsa trágico-cómica que nega e recria a realidade. Com pungentes encómios e juras de cooperação eterna.
Com um tacticismo manhoso que canta, em falsete, hossanas à cooperação e à boa-fé! Afinal está tudo bem! Não se passa nada e o sistema é perfeito! Enfim, um hino à hipocrisia ou, como diria o grande Eça, "a prudenciazinha" necessária para se continuar amesendado ao poder. Porque, também já se viu, os que têm a dignidade e a coragem de tocar na ferida, de chamar os bois pelo nome, de propor mudança, são exonerados.

5 comentários:

Anónimo disse...

Realmente depois de ver os comentários de Pedro do Carmo no " Prós e Contras". Está tudo bem, tudo é um mar de rosas e depois entrou em modo conferência de imprensa: PJ deteve mais................

Anónimo disse...

O Pedro Carmo não disse absolutamente nada de relevante nesse programa. Que havia de ir lá relatar ? A insatisfação? A desorganização que impera na "nossa" casa ? O desinteresse dos CIC e CSIC ? Ía lá explicar a falta de meios humanos? Ía lá explicar como é possivel que um concurso de provimento aberto no ínicio de 2010 ainda esteja a decorrer e ainda não se saiba quando começa o curso de formação de Inspectores Estagiários? Não podia... Tinha de ir lá falar do costume... Nada ...

Anónimo disse...

Este artigo reflecte a realidade de "concorrência" que existe entre OPC. Poderia também mencionar o facto de os OPCs não consultarem as bases de dados uns dos outros, ou de - com excepção da droga - não existir um sistema de coordenação entre OPCs. Esquece, o autor saberá porquê, contudo que a GNR e a PSP "invadiram" a esfera de competência da PJ porque esta não deu resposta a muitas situações e em alguns casos mostrou uma postura de altivez e arrogância com os outros OPCs. Houve tempos em que a GNR e PSP estavam disponiveis para colaborar em investigações, fornecendo meios humanos e informação, perante o desinteresse da PJ eles organizaram-se e quando têm informação vertem-na em processos.

Anónimo disse...

O que para mim é mais estranho é a ASFIC vir defender o silêncio relativamente à ministra e ao seu chefe de gabinete.
O sindicato chegou a um nível que já só fala por interesses particulares. A obsessão em substituir Almeida Rodrigues é tanta que deixam de defender o bem estar dos associados, para defenderem a continuidade desta direcção sindical. Tal como os "meninos da primária, se querem ir brincar para o recreio" não podem dizer mal da "senhora professora", têm que se portar "bem".
Grandes sindicalistas.

Anónimo disse...

A PJ na investigação de diversos tipo de criminalidade depara-se com a "concorrência" da GNR, PSP e outros; mas também interior da própia instituição isto acontece.

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Lisboa, Portugal
Investigador Criminal